A Comissão
Parlamentar de Inquérito criada para apurar a responsabilidade
do Município em falhas no planejamento e realização
dos jogos Parapan-americanos, especialmente no que se refere
à assistência à saúde dos atletas,
culminando com a morte do jogador argentino de tênis
de mesa Carlos Maslup, encerrou os trabalhos nesta segunda-feira,
com a leitura do relatório final pela presidente da
Comissão, Vereadora Silvia Pontes (DEM).
Após inúmeras
discussões em torno dos contratos feitos entre o Comitê
Organizador e a Golden Cross, no que se referia à estrutura
médica dos eventos, a Comissão chegou à
conclusão de que não houve qualquer irregularidade
ou discriminação, uma vez que a responsabilidade
de atendimento era dos governos, federal, estadual e municipal.
No decorrer
da CPI, após ouvirem diversos profissionais de saúde
envolvidos no socorro, além de um médico do
comitê da Argentina, ficou constatado que a morte do
atleta se deu por causa natural.
A Golden Cross
cederia a estrutura de assistência médica aos
atletas, em troca da exploração de publicidade
e marketing. Toda estrutura foi oferecida ao Pan. Porém,
poucos dias antes do início do Parapan, a empresa resolveu
retirar sua marca, porque os atletas para-olímpicos
eram patrocinados pela Unimed, empresa concorrente. A Golden
Cross rescindiu unilateralmente o contrato, o que lhe era
facultado, porém deixou uma clínica na Vila
Olímpica para dar suporte aos atletas.
No final do relatório,
a Comissão fez uma advertência: "Que na
ocorrência de eventos de grande porte, como a possível
realização dos Jogos Olímpicos e Para-olímpicos
de 2016, sonho acalentado por nossa cidade, os organizadores
e o Poder Público estejam atentos, quando da elaboração
dos contratos de publicidade, à possibilidade de serem
obtidos idênticos patrocínios para ambos os Jogos,
a fim de que não paire qualquer dúvida sobre
o tratamento equânime a eles dedicado. Caso se verifique
essa impossibilidade, que o fato fique devidamente registrado,
documentado e divulgado".
Os Vereadores Jorge
Mauro (DEM), Patrícia Amorim (PSDB), Paulo Cerri (DEM)
e Silvia Pontes assinaram o relatório final, faltando
o autógrafo de Márcio Pacheco (PSC), que não
compareceu devido a problemas de saúde.