Os 75 anos de
um dos mais terríveis episódios da história
da humanidade foram lembrados na última terça-feira,
10 de junho, no plenário da Câmara , com a passagem
da tocha em memória às vítimas do Holodomor,
o ato de genocídio contra o povo da Ucrânia nos
anos 30. Na presença do cônsul geral da Ucrânia,
Ihor Tumasov, a Vereadora Andrea Gouvêa Vieira (PSDB)
apresentou Moção de Solidariedade ao país,
e qualquer informação sobre o Holodomor era
vedada no regime soviético.
Entre cinco
e dez milhões morreram de fome na Ucrânia. E
não por força de algum desastre da natureza,
mas pela ação deliberada do homem, disse
Andrea. Não
importava se os camponeses haviam produzido apenas o suficiente
para sua subsistência; a produção era
destinada ao Estado, o que revela a expressão Holodomor
matar pela fome. Por muitas décadas os
registros da Grande Fome da Ucrânia foram censurados.
Setenta e cinco anos depois, ao reconhecer a existência
do genocídio de 1932/33, o Rio de Janeiro consigna
sua solidariedade ao povo da Ucrânia, destaca
a Vereadora.
Após o pronunciamento
da Vereadora foi acesa a Tocha da Memória, vinda
do Peru,que está percorrendo os países que já
reconhecem ou simpáticos ao reconhecimento da tragédia.
Daqui, a tocha seguirá para outros países da
América do Sul até chegar à Europa, retornando
à Ucrânia.