Logo Câmara Municipal do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, 18 de Dezembro de 2017
Fotos Câmara Municipal
Mapa do Site | Glossário Acessibilidade
esqueceu senha Preciso de ajuda
xxxxxxx
 
Alô Câmara Rio Alô Câmara Rio

Atendimento ao Cidadão.

Veja aqui os canais disponíveis.


Acesso Restrito

História

HomeA Câmara RioHistóriaPalácio Pedro Ernesto

O Palácio Pedro Ernesto

O Palácio Pedro Ernesto, inaugurado em 1923, faz parte de um dos mais importantes conjuntos arquitetônicos da cidade do Rio de Janeiro. Este foi erigido no contexto da instalação e desenvolvimento histórico da Primeira República. Trata-se de prédios públicos e privados que circundam uma praça (Floriano Peixoto), cortada por uma artéria (Avenida Rio Branco), em parte preservados, com exceção, a mais notada, da polêmica demolição, em 1975, do Palácio Monroe (1906), que outrora abrigou o Senado.
 
O Palácio Pedro Ernesto foi construído entre 1919 e 1923, sendo projetado pelo arquiteto Heitor de Mello e desenvolvido, após a sua morte, por Archimedes Memória e Francisco Couchet. Seu estilo arquitetônico é definido como ecletismo, pois mistura elementos das concepções dos estilos neoclássicos denominados Luís XIV e Luís XV, que também inspiraram a Ala Lescot do Louvre.
 
Sua inauguração ocorreu durante a gestão de Carlos Sampaio, prefeito do Distrito Federal entre 1920 e 1923. No mesmo período, houve o arrasamento do morro do Castelo, a continuação das obras de saneamento da Lagoa Rodrigo de Freitas e o término do alargamento do Largo da Carioca. O objetivo destas obras era o de conquistar novas áreas para a extensão da cidade, dando continuidade à política de urbanização iniciada na gestão Pereira Passos (1903-1906).
 
Destes prédios destacam-se, no âmbito do poder público, o Theatro Municipal, inaugurado em 1909, o Museu de Belas Artes (antes, Escola Nacional de Belas Artes, inaugurada em 1908), a Biblioteca Nacional (1910) e o prédio que hoje abriga o Centro Cultural da Justiça Federal (ocupado pelo Supremo Tribunal Federal, até 1960). Há, ainda, monumentos, esculturas e o traçado urbanístico que acompanharam a abertura da Avenida Rio Branco. A presença do Obelisco, pousado na direção do mar, sinaliza o fim do conjunto e, ao mesmo tempo, um portal de entrada no mesmo. Pode-se dizer que o local, com seus prédios e traçado urbanístico, trata-se de um exemplar dos mais imponentes da arquitetura republicana brasileira, da época do ‘café com leite’.
 
Os prédios privados, que fazem parte do mesmo conjunto arquitetônico, hoje possuem inúmeros sinais de decadência. Alguns chegaram a ser demolidos e substituídos por edificações típicas do estilo brutalista de origem norte-americana, calcados no vidro, ferro e concreto e na geometria pura e retilínea. Outros se mantêm com muitas dificuldades, alterando suas funções e características originais.
 
A vinculação dos prédios privados e suas funções no campo da alimentação, bebida e diversão com a presença dos ocupantes dos edifícios governamentais foi, no passado, essencial. Hoje, relativiza-se com as novas funções do local. A existência da Praça Floriano e a circulação dos bondes e de outros coletivos da Avenida Rio Branco permitiram, até o início da década de 1960, a ampla circulação de pedestres e o encontro das pessoas das mais diversas classes sociais. Nos dias que correm, o Metrô, dezenas de linhas de ônibus, automóveis e táxis (estes, quase sempre vazios) dão acesso à Praça, permitindo a circulação no conjunto.
 
O local, desde o início do século XX, foi também ponto de encontro do protesto e da louvação políticas, assim como um dos espaços cariocas privilegiados da convivência social com os mais diferentes propósitos. Demolições, mau estado de conservação, construção de prédios sem qualquer identificação com o conjunto são lástimas que afetaram as suas características gerais. Algumas tentativas recentes de recuperação, tal como a do Cinema Odeon, inaugurado em 1926, e do prédio da Justiça Federal, recentemente revitalizados, resistem a uma descaracterização completa. A verdade é que, a partir da transferência da capital, em 1960, e da instauração do regime militar, em 1964, instalou-se um clima propício para o abandono, a má conservação e alguns crimes contra o patrimônio público.
 
Este conjunto arquitetônico testemunhou os acontecimentos de 1930 e seus desdobramentos, permanecendo como um espaço-monumento perene das crenças, hábitos e costumes da população da cidade do Rio de Janeiro. Mesmo com os problemas decorrentes dos fatos que alteraram a história do Brasil, a partir da década de 1960, isto não chegou a modificar de imediato a condição local de espaço de reunião política e de encontros para o lazer.
 
O conjunto e seu espaço urbanístico continuou e continua sendo palco de eventos populares (o carnaval é um deles), para a arte erudita no Theatro Municipal, para a maior biblioteca pública da América Latina e para o mais importante museu de belas artes do Brasil. Comícios, shows, cerimônias religiosas e, por vezes, o simples encontro de pessoas ocorrem desde o fim da ditadura militar, lembrando os enfrentamentos deste período e o que ocorria antes. Nos vários ângulos e prédios que envolvem o retângulo da Praça Floriano, os cariocas e os visitantes da cidade reuniram-se e ainda se reúnem para as mais diversas atividades.
 
Ao passar ou ficar por ali, há o contato com a história do Brasil, documentada em pedra, cimento, areia, ferro, vidro e tintas. Mesmo que não haja consciência plena do efeito deste contato, ele tem amplas significações sobre os seus freqüentadores. Qualquer carioca e muita gente de outras cidades e do exterior localizam o espaço como um identificador da cidade. Cada um dos seus prédios mais significativos tem um significado especial para o transeunte. De algum modo, a história de cada passante está vinculado a algo que ocorreu em alguns dos prédios, na Avenida ou na Praça.
 
Quem nada tem a ver com esse espaço arquitetônico e urbanístico, também percebe que há algo diferente que vincula os prédios, a Praça e os monumentos. Não é difícil sentir que se está em um lugar especial, prenhe de história, testemunha de antigas gerações, de velhas e novas idéias, e, sobretudo, da humanidade e culturas brasileiras e de suas mesclas com as culturas importadas. O Palácio Pedro Ernesto é um dos símbolos deste conjunto.
 
voltar topo
ícone

Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Palácio Pedro Ernesto
Praça Floriano, s/nº - Cinelândia - Cep: 20031-050
Tel.: (21) 3814-2121 | e-c@mara:

©2011 Câmara Municipal do Rio de Janeiro créditos estatísticas

Câmara Municipal do Rio de Janeiro
Palácio Pedro Ernesto
Praça Floriano, s/nº - Cinelândia - Cep: 20031-050
Tel.: (21) 3814-2121 | e-c@mara: