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Situação
crítica no semi-árido
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Um dos dados mais preocupantes do relatório é a situação de vulnerabilidade infantil na região semi-árido brasileiro. De acordo com o estudo, 75% das crianças vivem em famílias pobres e, em alguns municípios da região, esse percentual chega a 90%. Em 95% das cidades do semi-árido, a taxa de mortalidade infantil supera a média nacional, que é de 33 mortes para cada mil crianças nascidas, antes de completarem um ano de idade. Além disso, 46% dos meninos e meninas que vivem na região são analfabetos e 42% não têm acesso à água potável. O documento traz dados sobre a situação de meninos e meninas brasileiros relacionados à pobreza. Em relação à educação, o Brasil é o país que apresenta maior taxa de acesso de crianças ao ensino fundamental entre os países da América do Sul. Das crianças brasileiras de 7 a 14 anos, 97% freqüentam a escola, indicador que supera países como Argentina (93%), Bolívia (92%) e Colômbia (90%). O documento do Unicef mostra, no entanto, que cerca de 780 mil crianças que chegaram à 4ª série do ensino fundamental em 2003 não sabiam ler. - Isso quer dizer que elas não têm acesso ao saber mínimo para poder quebrar o ciclo da pobreza - observou a representante do Unicef no Brasil, Marie Pierre Poirier. Para Marie Pierre, representante do Unicef no Brasil, outro desafio para o país é incluir no sistema educacional os 3% de crianças - o que corresponde a um universo de 740 mil meninos e meninas - que não freqüentam a escola. Desse total, cerca de 500 mil são negros. O relatório também mostra que 7,9% das crianças e adolescentes indígenas estão fora da escola. De acordo com o estudo, os filhos de mães sem instrução ou com menos de um ano de estudo têm doze vezes mais risco de estar fora da escola do que crianças e adolescentes cujas mães têm 11 anos ou mais de estudo. -
Isso quer dizer que educação de qualidade, que transmite
conhecimentos e habilidades para a vida, para construir um futuro melhor
para si e sua família, é uma das estratégias mais
importantes para quebrar o ciclo da pobreza - ressaltou Marie Pierre.
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